Dirigido por Rodolpho de Barros e adaptado do conto homônimo do escritor Bruno Ribeiro, “A arte de morrer ou Marta Díptero Braquícero” foi eleito Melhor Curta-Metragem Brasileiro de 2025 pelo Prêmio Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema). Esta conquista é um feito histórico para o audiovisual paraibano.
O Prêmio Abraccine, tradicional na cena cinematográfica brasileira, é formado pela votação de críticos, jornalistas, pesquisadores e programadores de cinema de todo o país, e se tornou referência por revelar os filmes mais consagrados pela crítica especializada.
Com essa avaliação, o curta se coloca ao lado de grandes obras nacionais e internacionais de 2025. Na mesma edição do prêmio, o melhor longa-metragem brasileiro do ano foi vencido por “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho.
“A arte de morrer ou Marta Díptero Braquícero” estreou no Festival do Rio, maior festival de cinema do Brasil, e percorreu importantes mostras cinematográficas. Em João Pessoa, no FestAruanda (Festival Internacional de Cinema da Paraíba), o curta paraibano conquistou oito prêmios, destacando-se tanto pela crítica quanto pela recepção do público.
O reconhecimento da Abraccine coloca a produção paraibana ao lado também de cineastas consagrados e de projeção internacional e sublinha a força criativa e o amadurecimento do cinema produzido na Paraíba.
SOBRE O FILME
“A arte de morrer ou Marta Díptero Braquícero” é uma coprodução entre Brasil, Canadá, Argentina e México e apresenta uma narrativa marcada pelo rigor estético e pela força literária. O filme acompanha dois personagens solitários e estranhos que se encontram em um bar soturno, em uma atmosfera que remete ao cinema noir.
O roteiro é baseado no conto de mesmo nome, vencedor do Prêmio Brasil em Prosa, publicado no livro Como Usar um Pesadelo (Caos & Letras, 2020), de Bruno Ribeiro. Para o escritor, a conquista do Prêmio Abraccine representa “um momento muito especial para a literatura e o cinema paraibano, que passam a ocupar um lugar de destaque no debate crítico nacional”.
Rodolpho de Barros destaca que o filme “nasce da qualidade literária do conto e ganha vida com as atuações primorosas de Luiz Carlos Vasconcelos e Ingrid Trigueiro, em uma colaboração profunda entre cinema, literatura e teatro paraibano”.
Com fotografia em preto e branco e forte apelo visual, o curta é protagonizado pelos já citados Luiz Carlos Vasconcelos e Ingrid Trigueiro. A produção é assinada por Nina Rosa, Metilde Alves, Sebastian Cantillo, Andres P. Galicia e Rodolpho de Barros.
Bruno Ribeiro e Rodolpho de Barros seguem colaborando na produção de um novo projeto audiovisual: o longa-metragem “Grande Dia”, sob a direção de Rodolpho e com roteiro assinado pelo próprio diretor em parceria com Ribeiro e os cineastas Ian Abé e Marcel Vieira, cujas gravações estão atualmente em andamento e perto do fim, projetando mais um marco para o cinema brasileiro oriundo da cena cultural da Paraíba.

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