A aposta esportiva já existe através da loteria esportiva criada em 19 de abril de 1970 e perdura até hoje, um jogo de azar que também envolve jogos entre equipes de futebol. E por que só agora apareceram os defensores da sua proibição? Não vou nem falar dos outros jogos também geridos pela Caixa Econômica Federal.
Talvez o fato de a loteria esportiva não ter hoje, a relevância que teve no passado e seu jogo ser realizado apenas uma vez na semana comparado com as Bets que tem jogos diários de praticamente todos os campeonatos de futebol no mundo nos ajude a entender o perigo do vício em jogar. Imagina você apostar em jogos do campeonato chinês ou coreano. A chance de você perder e a casa lucrar são enormes.
Como minha intenção é não ficar em cima do muro, opino que na realidade o que falta mesmo é fazer uma campanha esclarecedora por parte dos governos acerca do tema.
Como o próprio nome diz, apostas esportivas, deveria ficar restrito a participação recreativa dos apostadores, não o contrário. O que vemos hoje são centenas de “especialistas” sobre o tema na internet e principalmente na dark web através do aplicativo de mensagens Telegram. Olha que coincidência não é mesmo?
Ao final temos uma indústria dos jogos online extremamente lucrativo, pois trata-se de jogos de azar onde a probabilidade de a Casa sempre ganhar mais é gigante.
E como falei antes, por se tratar de uma nova modalidade de indústria, existe também um lobby por traz que trabalha nos bastidores daqueles que poderiam regulamentar, limitar e até mesmo puxar um freio de arrumação sobre as apostas esportivas.
E assim, o lobby das Casas de Apostas vão fazendo seu trabalho como outros lobistas de outras causas fazem.
Assistimos em 2025 o governo federal enviar uma Medida Provisória para taxar, na verdade aumentar a taxação sobre os ganhos das empresas que operam com apostas esportivas e o que o Congresso fez? Rejeitou ou melhor, deixou caducar sem sequer votar a MP. E no final os deputados que votaram contra comemoraram. Como explicar isso a sociedade? O lobby e seus métodos e a proximidade das eleições no ano seguinte é um bom indício do que aconteceu. E os viciados nos jogos que lutem!
Aliás, essa referida MP era para taxar não só as Bets mais também os bancos e o bilionários que ganham mais de cinquenta mil reais por mês só em dividendos. Aliás, nos EUA qualquer valor pode ser um centavo de dólar é taxado e aqui nossa síndrome de vira-latas nos impede. E muita gente simples comemorou achando que era apenas uma luta politica ideológica, daí fica fácil entender o significado do pobre de direita.
Acho que o governo deveria voltar ao assunto com o reenvio de nova MP especificamente sobre as apostas esportivas e aí iria uma sugestão minha se pudesse dar: Separar das Casas de Apostas Esportivas jogos como o Tigrinho e outros similares, pois esses sim, são uma máquina de fazer dinheiro para os empresários do ramos, ludibriando os apostadores com a promessa de ganhos inalcançáveis.
Aliás, qual a chance de alguém acertar na mega-sena? A diferença é que no último caso, a mordida do leão é gigante! Quando a Caixa anuncia um prêmio acumulado de 100 milhões por exemplo, na verdade ele é de 130 milhões só que a Receita Federal já taxou em 30%.
A MP trazia o aumento de impostos de 12 para 18% e mesmo assim foi rejeitada. Sabe quanto os EUA cobram de impostos sobre as loterias? Cinquenta por cento! Sim, 50%! Podemos voltar a falar da síndrome de vira-latas?
No meu entendimento o governo federal deveria igualar a taxação das apostas esportivas ao mesmo patamar cobrado atualmente pela CEF em suas loterias administradas atualmente, na ordem de 30%. Assim como deveria taxar os jogos online representados pelos jogos dos Tigrinhos em 50%.
Poderia também limitar os valores apostados por cada indivíduo, hoje tem casas que aceitam até cinquenta mil reais por vez de depósito! Um absurdo!
Já temos atualmente a proibição de apostas oriundas de CPF que recebem o bolsa-família, por exemplo. Já é um avanço, no entanto a gente sabe que o brasileiro sempre dará um jeitinho utilizando o CPF de uma outra pessoa.
Apesar das apostas NÃO ser um investimento, resolvi entrar nesse mundo das apostas para entender como funciona e suas consequências ou vantagens, caso existam.
Nunca fui de fazer apostas no meu time, mas gostava de acertar placares de jogos. Aliado a isso, além da minha questão de estudo sobre o tema me levou a aprofundar mais.
Resultado: Com disciplina é possível pelo menos vencer a Casa e manter a banca sem a necessidade de fazer novos aportes financeiros. A aposta recreativa continua só que dessa vez com mais disciplina, métodos, e menos emoção. Apostar sempre na vitória do meu time? Nem sempre!
Isso é um conselho?
CLARO QUE NÃO!
Como aprendemos com a educação financeira, apesar das apostas esportivas NÃO ser investimento, a lição é a mesma, foco, meta, equilíbrio, emoção e disciplina.
Hoje sigo alguns canais de Tipster (pessoas “especialistas” em dar palpites em apostas esportivas) usando a velha tática que aprendi nas aulas de economia. Ter pelo menos três fontes de informações sobre o mesmo tema – no caso palpites de um jogo – e só depois tomar a decisão.
Finalizo afirmando que assim como tudo na vida, envolver-se compulsivamente poderá te levar ao vício. Apostas esportivas só se for de forma recreativa com disciplina, limites e sem emoção.
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