O escritor, crítico de cinema e de literatura João Batista de Brito lança nesta sexta-feira, 6 de fevereiro, às 18h, em João Pessoa, o livro Pão com sabor de poesia – crônicas e ( talvez ) argumentos, publicado pela Selinho Editorial. O evento acontece na Sala Vladimir Carvalho, do Instituto Energisa (R. João Bernardo de Albuquerque, 243 - Tambiá, João Pessoa - PB). A entrada é de graça!
Com 392 páginas, a obra reúne crônicas e textos reflexivos que transitam entre a memória, a crítica cultural, o cinema, a literatura e a experiência cotidiana, reafirmando a escrita singular de um dos intelectuais mais atuantes da Paraíba. O lançamento contará com as participações de Francisco Gil Messias e Maria Valéria Rezende.
O escritor W. J. Solha define o livro como “uma genial publicação” e destaca o prazer de leitura proporcionado pela obra:
“Ao pegar o belo volume, fui logo reler duas de suas preciosidades, entre tantas: ‘Eu e Shakespeare’ e ‘Pão com sabor de poesia’, essa, a respeito de sua infância na padaria de seu pai (o nome certo, dela, seria ‘gangorra’, como disse sua mãe).”
Para o jornalista e cronista Gonzaga Rodrigues, o livro é também uma peça sensível:
“O livro é um pão, tratado graficamente como objeto poético, bom de alisar, cheirar e bem melhor de ler, por que não de comer? (…) bom de se ler e de aprender.” Gonzaga ressalta ainda o percurso intelectual do autor, desde a formação inicial em Santa Rita até a pós-graduação, sublinhando a força de sua contribuição crítica e cultural.
Já o poeta e crítico literário Hildeberto Barbosa Filho observa que a obra revela uma das faces mais consistentes do trabalho de Brito com a linguagem: “O leitor obstinado do texto poético, o hermeneuta do texto fílmico, abre, com esse viés da crônica e do conto, as portas da poeticidade, naquilo que ela contém de realidade e fantasia, de verdade e beleza.”
Assim conclui o poeta Sérgio de Castro Pinto o artigo de sua coluna publicada no Jornal A União em 15 de janeiro de 2026: "escrito com o cinema dos seus olhos, o narrador dessas crônicas (e talvez argumentos) se multiplica em muitos: cinegrafista atento, diretor das histórias e das imagens, figurinista das personagens, artesão do gesto e do enquadramento etc. E, enquanto ele se desdobra assim diante de nós, tornamo-nos leitores-espectadores que, à maneira do Bonequinho Viu - ícone clássico do jornal O Globo, criado por Luiz Sá em 1938 - levantam-se da cadeira para aplaudir, em uníssono e com entusiasmo: Bravo, João! Bravo!"
O livro traz texto da primeira orelha assinado pelo editor Antônio Mariano e contracapa da escritora Marília Arnaud, reforçando o diálogo entre diferentes vozes da literatura contemporânea.
FONTE/CRÉDITOS: Assessoria do evento
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Divulgação
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