Pelo terceiro dia consecutivo, a Paraíba amanhece com uma notícia triste no meio artístico. Nesta quarta-feira, 13 de maio, faleceu o músico e professor Honésimo Filho. Está sendo uma semana difícil, sobretudo na área cultural. Honésimo era professor de Ukulelê no Centro Estadual de Arte da Paraíba (Cearte-PB) e mantinha vários grupos de música com aulas particulares não só de ukulelê, mas de outros instrumentos, como piano e teclado. Na segunda-feira, dia 11, morreu o artista visual Teté Leite, e na terça-feira, 12, a apresentadora Thereza Madalena.
O velório de Honésimo Filho começou ontem, às 12h30, na Funerária Rosa de Saron, em João Pessoa, mas o Bafafá Notícias não conseguiu, até o fechamento dessa edição, a informação se já houve o sepultamento.
Como aluno dele no curso de ukulelê no Cearte, posso dizer que Honésimo era um professor bem humorado, sempre disponível e disposto a ajudar aos inciantes, como eu. Depois da aula, quando chegava em casa, ainda gravava vídeo dele mesmo tocando e explicando aos alunos como fazer a tarefa que havia mostrado momentos antes na sala de aula. Era um cara do bem. Uma pessoa que conheci pouco, mas o suficiente para saber da sua integridade e paixão pela música pelo ensino da música. Dizia que "Música é Vida!". Obrigado, Honésimo, pelos ensinamentos, e por sua amizade!
HOMENAGEM DO CEARTE
Há seres que não passam pela vida apenas para ocupá-la; passam para afiná-la. O Professor Honésimo Alves de Araújo Filho foi um desses raros artífices da harmonia. No Cearte-PB, onde deixou suas marcas ao longo de mais de uma década, ele não apenas ensinou notas: ele semeou florescimento.
Para Honésimo, o ensino da música nunca teve barreiras. Seja diante das teclas de um teclado ou conduzindo o balanço leve de um ukulele, ele era o mestre da democratização do sensível. Com um carinho especial e uma paciência rara, ele provou que o som não tem idade ao guiar seus alunos da melhor idade — que nele encontraram mais do que um professor, mas um ídolo e um amigo. Ele sabia, com a sabedoria de quem dedica décadas ao ofício, que a música é a ferramenta mais potente de transformação do ser humano.
Honésimo não entrava em sala apenas com instrumentos; entrava com o peito aberto e uma certeza estampada no peito: "Música é Vida". Essa frase, que ele carregava como uniforme e filosofia, era a síntese perfeita de sua existência. Ele amava o que fazia, e esse amor transbordava em um entusiasmo contagiante, capaz de despertar em cada aluno o desejo de também ser música.
Sua partida neste 13 de maio silencia um instrumento, mas não apaga a ressonância de sua obra. O Cearte-PB reconhece em Honésimo um pilar fundamental de sua história, um entusiasta incansável do acesso à arte e um educador que fez da felicidade o seu método de ensino.
À sua família, aos inúmeros amigos e aos seus fãs — os eternos alunos —, manifestamos nossa mais profunda solidariedade. Que a melodia da sua biografia continue a ecoar em cada corredor desta escola e em cada acorde que seus aprendizes tocarem daqui por diante.
Obrigado, Professor Honésimo. Por fazer da nossa vida uma canção mais bonita.
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