Por Joca Peixoto
Pensei comigo, com a melhora dos índices econômicos e pelas expectativas do mercado, a taxa Selic irá cair e consequentemente irá impactar nos juros bancários, de cartões de crédito e dos financiamentos, acertei? É o que vou explicar agora na prática.
“A redução da taxa Selic já começou a impactar os financiamentos no Brasil. A nova taxa é de 14% a.a., após a redução de 0,25%, podendo beneficiar os consumidores e empresas em geral reduzindo os juros na hora de captação de crédito. No entanto, seus efeitos não são automáticos, são geralmente graduais, portanto nem todos os financiamentos imobiliários ou de crédito em geral sofrerão uma redução imediata. Os bancos e financeiras consideram outros fatores, tais como a inadimplência e risco de crédito ao reajustar as taxas de juros.” (google)
Portanto a redução da Selic gera uma expectativa de redução das taxas para o financiamento, mas, não é uma certeza, uma garantia que haverá esse repasse imediato para o tomador de empréstimo.
Vamos à prática. Comprei um carro parte financiado mês passado e tinha um prazo razoável para fazer o financiamento de 60% do veículo. Pedi para fazê-lo essa semana achando que como a reunião do Copom seria realizada dia 05/08 e poderia ter uma redução na taxa, o que terminou ocorrendo em 0,25%, imaginava que seria tempo suficiente para baixar a taxa em pelo menos 0,10%.
Sabe o que aconteceu? A taxa antes que era de 1,57% passou para 1,60%, que coisa, né?
Então briguei, questionei, argumentei, sugeri até aumentar a entrada, mas, nada me convencia desse aumento! Com muita luta, consegui pelo menos a manutenção da taxa anterior. E ainda consegui uma redução de R$ 28,81 nas parcelas por questionar uma taxa o que virou uma economia somando todas as parcelas em R$ 1.328,28.
Ainda descobri que estava embutido no preço final do financiamento um seguro de R$ 1.000,00 que cobriria furtos de carteiras, mochilas, celulares, tablet e notebook dentro do carro. Apesar de não informarem, terminei aceitando, pois achei interessante e não queria parecer ainda mais chato.
Ano eleitoral com bancos e financeiras que não morrem de amores pelo governo atual, seria também uma forma de NÃO ajudar na sua reeleição, não repassando a redução dos juros para o consumidor? Faço a pergunta e deixo com os caros amigos(as) a resposta.
Atualizando, o IBGE acabou de divulgar que o IPCA de julho fechou em 0,07%. No acumulado de 2026 a inflação está em 3,44%. No acumulado dos últimos 12 meses ficou em 4,44% abaixo dos 4,64% acumulados até junho.
Note-se que desde 2025 o BC tem como meta de inflação 3% a.a. com intervalo de tolerância entre 1,50% e 4,50%. Ou seja, a inflação está dentro da meta e sob controle. Só o TALDUZMERCADOS que não enxerga isso.
“Ah, eu não gosto nem do Lula nem do PT!”. Bom, aí o problema é outro!
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