O Brasil foi descoberto em 1500 (claro, isso todos sabem), depois tivermos o Império Português comandando tudo por aqui, foram cerca de 300 anos de escravidão e colonialismo, depois desse período tivemos 133 anos de República com 117 anos em poder da Direita.
Então você acha que em pouco mais de 16 anos no poder o PT tinha como acabar com a pobreza no Brasil? A pobreza no país é institucionalizada, começou com o fim da escravidão, onde milhares de escravos libertos simplesmente foram jogados à rua, literalmente, sem terra para plantar, casa para morar, sem acesso à educação, nem saúde, sem emprego digno. Dá pra imaginar o que essas pessoas sofreram?
Se hoje o déficit fiscal existe porque o governo investe em políticas públicas para quem mais precisa, se for esse o preço a pagar, que se pague. Em pleno século XXI não podemos ignorar a massa enorme de brasileiros que precisam de ajuda.
Não é esmola, são politicas públicas de inclusão para que os mais necessitados possam ter mais acessos a renda, ao emprego, a habitação, a educação e a saúde. É impossível exigir meritocracia de um aluno de escola pública x um aluno que estuda no melhor colégio da cidade. Buscar equilíbrio na nossa sociedade é fazer justiça social.
Se você fizer um retrato de moradores de comunidades, de favelas, o retrato será pintado em preto. Com sua ampla maioria compostas por negros (lembra do segundo parágrafo?).
O rico, principalmente o rico evangélico, vai a igreja toda semana ouvir o Pastor, não a Palavra de Deus. Pois a Palavra de Deus diz:
“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei”
(Mateus 11.28)
A cobrança de impostos sempre teve como pilares servir para a manutenção do Estado e para redistribuição de direitos básicos.
“O grande precursor dos princípios fiscais modernos foi Adam Smith que, em A Riqueza das Nações (1776), enunciou três preceitos da boa tributação: justiça, simplicidade e neutralidade. A justiça tributária implica que todos contribuam em proporção à sua capacidade econômica, o que remete ao princípio da progressividade — quem aufere mais renda deve contribuir com parcela proporcionalmente maior, pois dispõe de recursos além do necessário para atender necessidades básicas. A simplicidade diz respeito à facilidade e ao baixo custo de cálculo e pagamento para o contribuinte e de fiscalização para o Estado. A neutralidade prescreve que o sistema tributário não deve distorcer decisões econômicas privadas nem influenciar artificialmente a competitividade entre agentes.” Imposto – Wikipédia, a enciclopédia livre
Diria eu, que se trata de dogmas passados dos seus avós para seus pais e dos seus pais para vocês. Tudo isso aliado a preguiça de conhecer a história, de querer uma sociedade mais humanitária, mais igualitária. Aprender a pensar sozinho, sem copiar uma fórmula pronta.
Os evangélicos ricos acham normal doar dízimo para a Igreja, para o Pastor. No entanto, é contra o Estado usar parte dos seus impostos para ajudar os mais necessitados. Que paradoxo, não?
O problema do Brasil não é sua politica de distribuição de renda, passa muito mais por mau uso do dinheiro público, das obras inacabadas, subsídios para o setor produtivo e emendas parlamentares mal distribuídas, principalmente as chamadas emendas Pix (em sua maioria utilizadas para pagar shows).
Se você é contra as políticas públicas de inclusão social o problema não é o governo de esquerda, talvez o problema esteja em você em não querer enxergar uma sociedade mais justa.
Os ricos começaram a ficar com raiva das politicas sociais implantadas pelos governos de viés à esquerda quando descobriram que os filhos da sua empregada doméstica não serão empregados domésticos dos seus filhos.
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